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Projectos de inovação em consórcio da Plansel        
Jorge Böhm com a sua empresa Carl Jos. Hoch/Alemanha,- fundador da PLANSEL- estava envolvido em negócios de vinho; no final dos anos 60, foi por uma vez, o maior importador de vinho de Portugal para Alemanha. Nesta sua actividade tomou consciência sobre a contradição de encontrar em Portugal, em pequeno volume vinhos de boa qualidade e consequentemente, ao nível do mercado internacional; mas em grandes volumes era  impossível manter essa qualidade. Por isso, no final dos anos 70, o Prof. Dr. H. Becker da FA “Rebzucht” Geisenheim, realizou um estudo que originou resultados surpreendentes: As grandes castas, históricas, não tinham sido submetidas a selecção de manutenção, e assim foram sendo gradualmente eliminadas nas plantações, e substituídos por castas mais produtivas, logo mais rentáveis com a “garantia do bom fim” (preço garantido com a destilação).
A filosofia empresarial de J. Böhm, já em 1979, baseava-se na convicção de que Portugal, com excepção do vinho de Porto e ainda este, de poucas empresas com participação de capital internacional, estava de tal forma atrasado na produção de vinho de qualidade, em comparação com parceiros fundadores da EU, que para além de medidas técnicas enológicas a inovar o sector, a produção de plantas devia ser também rapidamente dinamizado através de uma selecção de melhoramento quantitativo - qualitativo no sentido da certificação europeia.
Já neste tempo estávamos convencidos que a União Europeia nunca poderia aceitar o risco resultante da perturbação política, a seguir a 1974, de instalar no seu domínio uma segunda Cuba.  Assim, foi previsível a integração rápida de Portugal na EU e na da economia de mercado. - Neste sentido a KfW (banco estatal entre outros com objectivo de apoio a países menos desenvolvidos) apoiou um projecto para a instalação da PLANSEL, como mediador da missão da aplicação das regras para material vitícola em Portugal equivalente a de outros países da EU. Inicialmente e erradamente interpretado por alguns grupos, nunca pretendemos desenvolver uma investigação própria, mas sempre nos orientamos para a transmissão dos progressos adquiridos na EU, para o sector profissional nacional. Este encontrava-se nessa altura insuficientemente organizado e praticamente não representativo no processo de decisão, a favor da sua futura sustentabilidade económica. Tivemos porém de nos apoiar em institutos nacionais de investigação para esse objectivo.
Assim a PLANSEL desde o início tentou adquirir interligações nacionais e internacionais que permitissem ultrapassar a tendência de desenvolvimento nacional distinta e atrasando o progresso por estratégias alternativas e/ou controversas. Recorreu-se ainda, a projectos interinstitucionais com organizações consideradas líder no sector de produção de material vegetativo da videira, dos países fundadores da EU, em colaboração com instituições nacionais flexíveis convencidos de que este era o meio adequado para avançar com esta missão profissional.
Fica assim justificada a filosofia da PLANSEL de se envolver de algum modo na investigação; mas sempre orientada para objectivos pragmáticos do sector e da empresa.