A inovação vitivinícola

Com a importação de Portugal de vinhos regionais de qualidade, nos anos 70, pela empresa comerciante de vinho de Jorge Böhm, começaram a ser encontrados em Portugal vinhos de grande qualidade, ainda que em volume diminuto.

A necessidade de adquirir maiores quantidades de produto veio baixar significativamente a qualidade. Após uma análise da situação por parte do Instituto de Melhoramento da Videira, de Geisenheim, foi encontrado o problema: as castas antigas autóctones de grande potencial enológico tinham sido drasticamente degradadas por doenças provocadas por vírus e por ausência de selecção clonal ou massal.

A origem concreta do problema foi a importação de porta-enxertos, nos anos 30-50, vindos de França infectados com vírus nocivos. Assim, os viticultores começaram a substituir cada vez mais as castas tradicionais por castas de alta produtividade.

Esta situação em Portugal deu um ímpeto fundamental à ideia empresarial de Jorge Böhm! Em colaboração com a Universidade de Geisenheim, com a Universidade de Évora e ainda com a Estação Agronómica Nacional, Böhm iniciou a selecção e o melhoramento das castas portuguesas com base na qualidade do vinho. Primeiro, foram criados vinhos monocastas e, posteriormente, submetidos a uma avaliação a nível internacional. O grande sucesso dos vinhos da Quinta da Plansel em prémios nacionais e internacionais são o resultado indiscutível desta colaboração científica.

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